terça-feira, abril 11, 2006

Onde pára o estudo ? (3)

.
MINISTRO OBRIGADO A REVELAR O ESTUDO
O ministro da Justiça tem até dia 20 para dizer se tem o estudo que está na base da redução das férias dos tribunais. A decisão é da Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos e surge na sequência de uma queixa apresentada por um juiz do Porto, Paulo Faria.
.
O Ministério recebeu a informação, referindo que “oportunamente se pronunciará sobre a mesma”.
Antes de recorrer à comissão, Paulo Faria solicitou ao Ministério da Justiça uma cópia do documento, mas o gabinete tutelado por Alberto Costa não chegou a responder. O juiz dirigiu-se então à comissão, que agora lhe deu razão.“Deve o Ministério da Justiça certificar da existência desse estudo, bem como da data da sua elaboração e da sua autoria ou se não for detentor do estudo deve informar da sua inexistência”, lê-se na decisão de 29 de Março à qual o CM teve acesso. De acordo com a lei, o Governo tem 15 dias para se pronunciar.
O polémico documento, citado oficialmente no Plenário da Assembleia da República, a 28 de Julho do ano passado, estima que a redução das férias de Verão para um mês gera um ganho de dez por cento da produtividade dos tribunais.
Foi com base nessas estimativas que a lei foi alterada e os tribunais, que antes encerravam dois meses no Verão – de 15 de Julho a 15 de Setembro – passam a «fechar» apenas no mês de Agosto (Lei n.º 42/2005).
RECURSO PARA TRIBUNAIS
Apesar da decisão da Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos não ter poder vinculativo, o seu parecer pode criar alguns constrangimentos ao ministro Alberto Costa, se este entender não responder ao queixoso. Isso mesmo referiu ao CM Paulo Faria, que já se prepara para recorrer à via judicial com uma acção denominada ‘processo para intimação para entrega de documentos’. “O ministro pode mostrar o estudo, pode não mostrar ou ficar calado. Em termos políticos, a única coisa que lhe fica bem é revelá-lo.”
INDEPENDÊNCIA DO TRABALHO
Sobre a existência do documento, afirma acreditar nas palavras do governante. “Se o ministro diz que existe, quero saber onde está, quem o fez e o que nele consta, mas não estou à espera de um estudo qualquer. Quero um feito por alguém que não tenha sido nomeado por ele.”
Isto a propósito das declarações públicas de Alberto Costa, designadamente na Assembleia, sobre os seus autores. “Os resultados que nos foram apontados como estimativas resultam de um gabinete [Política Legislativa e Planeamento] que existia à nossa chegada ao Ministério, dirigido por uma personalidade que não fomos nós que seleccionámos ou designámos.”
REACÇÕES
ANTÓNIO MARTINS, JUIZ- “Não sei se existe, mas se existir e se se confirmar que é um estudo de merceeiro, então confirma-se que houve populismo do Governo no que respeita às férias.”
ANTÓNIO CLUNY, MAGISTRADO MP - “Neste momento não interessa se existe ou não, porque há uma desarticulação de tal ordem entre os períodos de férias que os tribunais vão ficar paralisados.”
.
NOTA:
Segundo noticia o Público, o Ministério da Justiça garante que vai arranjar, digo, entregar até à próxima semana, o estudo que está na base da redução das férias judiciais, respeitando a decisão da Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA). Em comunicado, o Ministério da Justiça informa que "o referido documento, que a Comissão de Acesso ao Documentos Administrativos solicitou que seja entregue ao juiz Paulo Jorge Ramos de Faria, será entregue dentro do prazo indicado, que termina na próxima semana".
Nesta matéria, acompanho o Dr. Paulo Ramos Faria, designadamente quanto à autoria e data do aludido "estudo"... É que estudos há muitos.

9 comentários:

Anónimo disse...

Ahahahahahah!
Ó Costa, com esta é que te partiram todo!...
Parece-me que estes tb não são os teus juízes...
Vai preparando as malas e vai lá até Macau ou fazer companhia ao ferrinho...

Anónimo disse...

O ESTUDO? QUAL ESTUDO?
O PAPEL? QUAL PAPEL?
ELES FALAM, FALAM......
UM GAJO FICA CHATEADO!..........

Cleopatra disse...

Não consigo deixar de ser venenosa.
Já repararam bem na página ou cabeça-lho do jornal?
repararam mesmo?

Já repararam que por não aparecer o estudo, alguém foi internado e torturado depois de apanhado e abandonado na rua?

De alguma forma o estudo terá de aparecer.
Nem que seja por essse meio!

Será que o excêntrico sabe onde para o estudo?


Qto ao não sermos os Juízes de alguém. Alguém já tinha dito que não se revia nesta Justiça.

Portanto, quanto a isso estamos conversados.

GuilhermeCarcavelos disse...

Se não estou em erro havia - e acho que ainda há - um jogo que se chama «onde está o Wally ?»
Este estudo de que se fala só me faz lembrar esse jogo.
Porque será ?

Anónimo disse...

Ó Cleopatra, por favor não dê erros como " cabeça-lho ", por favor...
Com isso dá uma má imagem da judicatura...
É que dirão os mais verrinosos, os juizes nem escrever sabem...

Suzana disse...

Anónimo anterior, parece-me pela formatação que o texto foi previamente escrito num processador de texto que coloca os hífens de forma automática quando se muda de linha. Não estou a ver a Cleopatra a dar esse erro de palmatória. Mas ela por vezes também joga com as palavras. Neste caso até joga bem... Cabeça-lho, pois cabeça parece não ter os responsáveis por este mistério, oops, ministério.

Cleopatra disse...

Livra!!!!
É erro mesmo!
Ou será pressa??
Ou será velhice??
Acho que vou ao médico!
Que cabeça a minha...isto não anda bem não....

Deve ser de estar a trabalhar nas férias.

Que cabeça a minha!!!
É velhice mesmo!!!
Também ... Cleopatra é coisa velha!
LIVRA! HíFEN!!

Anónimo disse...

Achei graça à preocupação do outro anonimo, com o cabeça -lho da Cleopatra ou melhor, do jornal.

Não se preocupe, nós juristas cometemos uns erros por vezes.
É de pensarmos mais depressa do que escrevemos.
E aqui não me parece que seja erro..
Ela não tem nada de cabeça de alho chocho.

Anónimo disse...

Estudo complicadex de aparecer, e muito pobrex...