O caso da publicidade na revista ‘Fortune’ e a alegada interferência do Governo num telejornal da RTP lançaram a polémica sobre os gastos em marketing e a forma como o Executivo lida com os media. Quanto a custos em publicidade, o Orçamento prevê 37,9 milhões de euros.
O Governo prevê gastar no próximo ano 37,9 milhões de euros em publicidade, conforme se pode confirmar no Orçamento do Estado para 2007 (OE-07). De acordo com aquele documento, o Governo inscreveu como previsão de gastos na rubrica ‘Serviços Integrados’ (serviços que estão na directa dependência do Governo) um total de 7,355 milhões de euros e na rubrica ‘Serviços e Fundos Autónomos’ (organismos do Estado mas não na directa dependência do Governo) 30,574 milhões de euros, o que dá um total de 37,9 milhões de euros.
O certo é que o termo publicidade presta-se a erróneas interpretações, especialmente numa altura em que o Governo é acusado de usar a propaganda para se promover. Marques Mendes acusou mesmo o Executivo de fazer “sessões de propaganda, própria de um governo sempre em festa, que adora aparecer nas televisões e gastar dinheiro em cerimónias, enquanto a vida dos portugueses de agrava”.
In CM
4 comentários:
Uma pequena questão...Em que século vive? Acaso não sabe que uma ponte que ninguém conhece é uma ponte que não existe?
Espero poder ler este comentário, bem como uma qualquer resposta à questão suscitada, se assim, no seu douto saber, achar por bem.
Cumprimentos
Não há nenhum erro na interpretação como aliás neste blogue já se demonstrou de forma científica. O que há é um grande descaramento pois estas quantias deviam era promover, por exemplo, os nosso vinhos e o nosso sol por esse mundo fora...
Quanto à ponte, obviamente que ela não presta mas,com tanto endeusamento todos lá quererão passar...
Eu fico em casa...
Os jornalistas portugueses(ou parte pelo menos) deviam voltar à faculdade e ter novamente aulas de independência e isenção e deviam passar os olhos pelo Estatuto. Parece que em Portugal apenas uma jornalista se sentiu instrumentalizada e resolveu denunciar a sua "fonte"(caso Fernando Negrão)os outros "instrumentalizam-se" alegremente, um dia para aqui e outro dia para ali, sem qualquer consequência para as suas fontes que geralmente não passam de gente cobarde que se esconde atrás dos jornalistas.Até quando esta situação permanecerá assim sem que exista um Conselho Regulador da matéria com poder disciplinar efectivo?
Como alguém disse há dias, actualmente já não há jornalistas, mas apenas comentadores...
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