terça-feira, novembro 28, 2006

Breves do dia

PRESSÃO SOBRE PGR
O Sindicato dos Magistrados do Ministério Público considera que a “peregrina” proposta do Procurador Especial, com funções nos inquéritos parlamentares, constitui, mesmo que não venha a ser aprovada, “um forte aviso e uma séria e ilegítima pressão sobre a acção do novo procurador-geral da República”.
O PS ainda não retirou a proposta do procurador especial no âmbito da discussão sobre as novas regras das comissões de inquérito. Os sociais-democratas advogam, por seu turno, a introdução de uma norma obrigatória de acusação do Ministério Público (MP) que se reporta a crimes contra figuras como o Chefe de Estado ou o primeiro-ministro. Estas iniciativas têm como pano de fundo o processo de Camarate.
Ler texto integral (CM).
.
PORTUGUESES APOIAM GREVE GERAL
A maioria dos portugueses considera que os sindicatos da Função Pública tiveram razões para organizar uma greve geral nos passados dias 9 e 10 de Novembro. Face às reformas introduzidas pelo Governo na Administração Pública, em particular a mobilidade e as carreiras dos funcionários, uma sondagem CM/Aximage, realizada entre os dias 15 e 17 de Novembro, revela que 59,9 por cento dos inquiridos apoia a decisão dos sindicatos.
Ler texto integral (CM)
.
JULGADO DE PAZ DE S.M.FEIRA
É hoje inaugurado o Julgado de Paz de Santa Maria da Feira.
.
ORDEM DOS ADVOGADOS ATACA FUNERÁRIAS
"Trata-se de um fenómeno novo", explicou ao DN Ana Maria Ferreira, referindo-se à prática de actos de procuradoria ilícita por agências funerárias. Segundo esta vogal do conselho distrital de Coimbra da OA, os agentes dessas empresas apresentam-se com cada vez mais frequência nos notários para solicitar escrituras de habilitação de herdeiros. Depois, realizam actos como a liquidação do imposto de selo, a elaboração da relação dos bens da família enlutada e a sua apresentação nas finanças, e até partilhas. "Trata-se de actos que supõem aconselhamento jurídico, próprio de advogados ou solicitadores", explicou a jurista.
Ler texto integral (DN)
.
PAÍSES COM MAIS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS
Portugal está longe de ser o país da União Europeia com mais funcionários públicos, quer em percentagem do total do emprego, quer em percentagem da população activa, existindo, pelo menos, sete Estados onde essa dimensão é superior. O mesmo já não se pode dizer do peso dos salários dos servidores do Estado face à riqueza produzida no país, que, apesar de não ser o maior, fica acima da média comunitária.
Os 737 800 funcionários públicos portugueses representavam, de acordo com as mesmas fontes, 14,4% do emprego total e 13,3% da população activa em 2005. Num conjunto de sete países, a Dinamarca é o que apresenta a maior dimensão, com o emprego de funcionários a atingir os 34% do total e 32% da população activa, mais do dobro do verificado em Portugal (dados 2004). Segue-se a Suécia, com 29,3% e 27,8%, respectivamente e a Finlândia, onde a relação é de 23,2% para 21,2%. Com valores mais próximos dos nacionais estão a França, onde os funcionários equivalem a 20,4% do emprego total, a Alemanha e a Itália (16,2%) e o Reino Unido, com 20,7%.

5 comentários:

jjoyce disse...

mais um julgado de paz: menos duas ou tres pessoas desempregadas...+ contribuintes a pagarem a ineficiencia

Anónimo disse...

Somos todos Estado, Logo somos funcionários públicos.
Ou é ao contrário? OPS

Anónimo disse...

Caro jjoyce: eu nao conheço nenhum julgado de paz ineficiente. Até pelo contrário. Sou a favor do alargamento do âmbito dos julgados de paz, naturalmente com limites, o que é benéfico para os contribuintes pois serve de exemplo de justiça célere.

Manuel Soares disse...

Sr.(ª) Anónimo(a)
Penso que confunde eficiência com eficácia. Os julgados de paz são eficazes porque atingem o objectivo - a justiça rápida. Mas para serem eficientes, precisariam de atingir esse objectivo com custos razoáveis. E isso não acontece.
Ora, então, se todos os julgados de paz são eficazes (acredito que sim), não há um único que seja eficiente, pois consomem por cada processo mais dinheiro do que os os tribunais judiciais.
E o pior nem é isso. É que os juízes de paz não beneficiam das garantias de independência dos juízes de direito. Estão sujeitos ao regime da função pública, podem ser afastados por critérios de conveniência ou oportunidade e estão vinculados a uma gestão funcional e disciplinar não autónoma do poder político. Sem independência não há garantia de imparcialidade. Gosta disto?
Por isso, eficazes, mas ineficientes e sem garantias de imparcialidade.

Cunha Serra disse...

Esperem até começarem a investigar as imobiliárias