«O SECRETÁRJO de Estado adjunto do ministro da Justiça admitiu, em Gouveia, que as as instalações do tribunal local "são bastante precárias". Antes, em Seia, José Conde Rochigues anunciara que o Palácio da Justiça que tem escassa meia dúzia de anos - vai albergar a repartição de finanças, até agora a funcionar próximo do Centro de Saúde, mas num espaço longe do centro da cidade.
José Conde Rodrigues esteve, sexta-feira, em Seia e Gouveia, numa visita que teve, no horizonte, a reestruturação dos diversos serviços públicos. Em pano de fundo, sobretudo, os ajustamentos no mapa judiciário, em curso, que acabaram por estar no âmago da reunião que manteve na Câmara de Seia. Perante os receios locais, o governante adiantou que todos os serviços judiciários que funcionam actualmente no tribunal serão mantidos e que poderão ser ainda actscentados outms, face às boas condições e abundância de espaço fisico.
Por outro lado, anunciou a introdução da gravação digital, já a partir de 2007, a melhoria dos acessos para deficientes e a substituição do sistema informático existente. Quanto à incorporação do serviço de finanças, o membro do Governo sublinhou que visa "facilitar a vida aos utentes e aos intervenientes no processo judiciário". Relativamente à reorganização dos serviços judiciais, o secretário de Estado revelou que foi encomendado um estudo à Universidade de Coimbra, para verificação "das questões logísticas, que terão como base, não as distâncias entre concelhos, mas sim o tempo que demoram essas deslocações»
In Diário das Beiras, p. 15
2 comentários:
Mais um estudo ... para cronometrar o percurso! Tão cientifico estudo mereceria, talvez, uma (das muito «in») «Unidade de Missão» (sim, porque as «Comissões» estão, hoje, «out»)!
Gostava de saber para que servem assessores, técnicos, etc, etc, dos múltiplos ministérios, secretarias de estado, departamentos, etc, etc... (para além, claro, do brilhante estudo das «férias judiciais»).
Como o estudo não será grátis (o que, no entanto, apenas presumo e, se estiver enganada, desde já peço desculpa!), lá se vai + algum do orçamento, o mesmo é dizer, do dinheiro dos contribuintes.Bom exemplo no âmbito da contenção!
É verdade! Hoje em dia fazem-se estudos por tudo e por nada. Há aí muita boa gente a viver das opiniões que vendem. Mas aqui deixo lenha para a fogueira: no caso da co-incineração em Coimbra o Tribunal considerou que o estudo feito há alguns anos não servia. Então, não tendo sido alteradas as bases de fundamentação do estudo, nem as condições, porque não serve? Lá se vai ter que fazer outro estudo... Não será neste caso também o Tribunal cúmplice?
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