domingo, novembro 05, 2006

Estudo sobre os Advogados

Cerca de metade dos advogados que exercem a profissão inscreveu-se na Ordem entre 2000 e 2006 e a grande maioria pertence ao Conselho Distrital de Lisboa e Porto, revela um estudo do Observatório da Advocacia.
que se traduz num rejuvenescimento acelerado da profissão", refere a síntese do estudo.
Quanto aos 10.006 licenciados em Direito que iniciaram o estágio desde o ano de 2000 e até Junho de 2005, 53,9 por cento ocorreram no Conselho Distrital de Lisboa e 35,1 por cento no do Porto.
Relativamente à distribuição dos estágios por sexos, os dados revelam que o "ritmo de feminização da profissão se mantêm estável nos últimos anos", verificando-se "sistematicamente" que, em cada ano, o número de mulheres que inicia o estágio é "o dobro do número e homens".
A maioria dos licenciados que iniciaram o estágio entre 2000 e Junho de 2005 obteve a sua licenciatura em universidades privadas (41,7 por cento), superando ligeiramente as universidades públicas (40,7 por cento). A Universidade Católica contribuiu para 17,1 por cento dos estagiários nesse período.
Verifica-se também que as cinco universidades que mais contribuíram para o alargamento da profissão, em igual período em análise, foram a Universidade de Lisboa (21,2 por cento), Universidade Católica (17,1 pc), Universidade Lusíada (15 pc), Universidade de Coimbra (11,3 pc) e Universidade Moderna (11 pc).
Quanto à idade dos licenciados no início do estágio, o estudo indica que "mais de um quinto tinha 23 anos e que mais de metade (56,2 por cento) tinha até 25 anos.
Observa-se também que, desde o ano de 2000, 16,8 por cento dos estagiários tinha idade superior a 30 anos ao iniciar o estágio.

1 comentário:

sofredor disse...

Este estudo mostra duas coisas; a primeira é que as discotecas estão a destruir a juventude masculina pois verifica-se uma nítida regressão dos homens em todos os sectores sociais em que exista competividade.Por outro lado verifica-se uma melhor preparação dos Jovens Advogados que muitas vezes já não se limitam a pedir Justiça e que em muitos sectores apresentam alguma preparação.Porém era tempo de acabarem episódios tristes na Advocacia como o facto de, por vezes, no primeiro interrogatório judicial os Advogados fazerem alegações de pé em vez do requerimento relativo às medidas de coacção. A culpa não é deles, mas alguém os devia preparar pois não fica bem eles receberem uma "aula" do Juíz em plena diligência.