... Além do seu vencimento como autarcas, são abonados "a expensas do Estado de um vencimento fixo e despesas de representação que totalizam mensalmente mais de 12 salários mínimos no ano de 2004" (um deles, com vencimento de € 10.723,00 mensais);
... São-lhes distribuídos "prémios de gestão", entre 87.000 a 95.000 euros/ano;
... Não têm responsabilidades executivas;
... Apenas comparecem a reuniões quinzenais e satisfazem outros compromissos de natureza meramente pontual;
... Têm automóvel, motorista, portagens, seguros, reparações e combustível pago pelos cidadãos;
... Têm cartão de crédito com plafond de € 1.250,00 mensais;
... Têm seguro de vida e telemóveis suportados pelo erário público.
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Como é possível ?
Está tudo no relatório da Auditoria do Tribunal de Contas (documento em PDF, com 23Mb), a propósito do Metro do Porto, uma empresa de capitais "totalmente públicos".
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7 comentários:
€87.000,00 de prémio de gestão anual ( o mais pequeno) corresponde a 225 salários mínimos,ié, a 18 anos de trabalho.
Se considerarmos um vencimento de um funcionário público de €1.200,00 (de um licenciado, técnico superior)corresponde a 72 vencimentos mensais, ié, a 6 anos de trabalho.
Venham-nos falar do aumento de 1,5% dos salários da função pública ....e do aumento de €8 do salário mínimo!!!!
Como é possível que tal aconteça???? Não há vergonha, pudor, sentido de responsabilidade?
Que fez, faz ou tenciona o Governo fazer, para para por cobro a tal desbarato do dinheiro público NADA, pelos vistos!!!!
Como é possível que ainda nos venham falar de necessidade de contenção e sacrifícios????
Quantos mais gestores públicos e quejandos não têm situações idênticas?
Por favor, tenham algum respeito.
Compreendo que, assim, o Estado seja insustentável. Mas a culpa é só, e só, de quem se aproveita e de quem permita que tal aconteça!E, pobre de nós, que nada podemos fazer, senão continuar a, cada vez mais, fazer sacrificos para alimentar tal voracidade...
Ao que parece a gestão da empresa "Metro do Porto" cabe exclusivamente à propria empresa... Das duas uma: ou o Governo toma conta da gestão da empresa, de forma a que não haja esta situação de despesismo de ricos, ou então corta no total de dinheiro a enviar para a empresa, tendo que os gestores cortar em tais salários absurdos.
Está muito bem feito, é pena que só a primeira página ser a cores.
Como é possivel serem todos honestos e honrados e aparecer essas coisas...
É fartar« vilanagem», que os funcionários públicos logo pagam!Entretanto,privatizem tudo, até a justiça, se acharem bem, subtituindo os tribunais pelos eufemísticamente chamados «centros de arbitragem». Não me peçam é solidariedade, se as cheias vos estragarem as máquinas da fábrica, os balcões frigoríficos do estabelecimento comercial ou a mobília de casa. Tivessem feito seguros, que cada um , liberalmente, trate de si!
Terça-feira, Novembro 21, 2006
NEM KERIA AKREDITAR!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
No DN de hoje relativamente às notícias de José Veiga responde um tal de Gustavo Pires, reponsável pela cadeira de Gestão de Desporto na UTL:
Pergunta: O envolvimento de dirigentes do futebol em problemas com a justiça descredibilizam o desporto e o futebol em particular?
Resposta: A corrupção faz parte da vida.
Se o Senhor fosse sociólogo aceitava-se a opinião como dá gestão compreende-se a resposta.
K
Afnal o meu comentário foi muito estúpido, eu diria mais inocente. É por estas e por outras que pretendo emigrar para a Nova Zelândia
Ouvi o Sr. membro do Conselho de Administração da Metro do Porto, Oliveira Marques, dizer em entrevista a canal televisivo que não percebia o porquê de tanto alarido à volta das remunerações.
Bem, cá a mim parece-me que o mal é precisamente esse....
O referido membro do Cons. Administ. aufere: €10.723,00 de vencimento mensal+ prémio de gestão anual de €95.947,00 (a que correspondem €7.995,58 mensais)+ viatura, esta no valor de €50.877,00, + €14.936,00 de plafond anual de cartão crédito.
Claro que outros membros de conselhos de administração de empresas públicas (ou de sociedades anónimas de capitais públicos e similares)auferem o mesmo ou mais ...e, talvez por isso, aquele não compreenda o alarido.
Penso que os portugueses, a bem de remunerações menos penosas ao erário público, dispensavam tão dignas Emiências na gestão de tais empresas!
Mas, enfim, afinal a quem interessa o que o comum e mortal português contribuinte pensa???
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