Reforma da acção executiva foi um 'flop'
A Reforma da Acção Executiva, anunciada como um «elixir para alguns males da justiça», nomeadamente a nível da cobrança dos créditos, não passou de um «verdadeiro flop».
A afirmação é do vice-presidente do Conselho Superior da Magistratura (CSM), Santos Bernardino, durante um encontro promovido por aquela entidade, em Faro, frisando que os «fracos resultados» daquela lei ficam a dever-se à «inadequação e inoperacionalidade dos procedimentos que se visou implementar».
O ministro da Justiça, presente também naquele encontro, reconheceu ser indubitável que a lei, com um ano de vigência, «necessita de grandes alterações que visem restituir o seu objectivo inicial - maior rapidez e eficácia na cobrança das dívidas», pelo que, segundo afirmou aos jornalistas, já tem «algumas ideias para melhorar a performance da reforma», para além de outras que serão criadas «a montante das questões processuais», e um terceiro grupo com uma «componente fiscal». Aguiar-Branco garante que até ao final do seu mandato anunciará essas medidas.
Na perspectiva do vice-presidente do CSM, o importante e urgente é «diagnosticar e analisar a falta de operacionalidade e os bloqueios da lei, tentando encontrar para eles os adequados remédios e vias de solução».
Entre esses bloqueios, frisou, encontra-se a «escassez dos meios humanos e a inadequada preparação dos disponíveis, por deficiente operacionalidade do modelo informático imposto e pela complexidade dos formulários adoptados».
Santos Bernardino aponta ainda a «insuficiência dos juízos de execução criados, por falta de aclaração legal de questões que se têm colocado na prática, como as relacionadas com as citações e as multas a solicitadores».
Aquele magistrado recordou que, no âmbito da Reforma da Acção Executiva - o tema que esteve ontem em debate no II Encontro do CSM -, os juízes deixariam de ser os garantes da cobrança de dívidas, passando essa função para os solicitadores de execução. Um cenário que trazia, à partida, na opinião de Santos Bernardino, uma «maior rapidez na cobrança dos créditos, beneficiando empresas e cidadãos, permitindo uma maior justiça na execução dos direitos e dando voz a uma descompressão nos tribunais, ao nível do volume de trabalho».
Fonte: Diário de Notícias
A afirmação é do vice-presidente do Conselho Superior da Magistratura (CSM), Santos Bernardino, durante um encontro promovido por aquela entidade, em Faro, frisando que os «fracos resultados» daquela lei ficam a dever-se à «inadequação e inoperacionalidade dos procedimentos que se visou implementar».
O ministro da Justiça, presente também naquele encontro, reconheceu ser indubitável que a lei, com um ano de vigência, «necessita de grandes alterações que visem restituir o seu objectivo inicial - maior rapidez e eficácia na cobrança das dívidas», pelo que, segundo afirmou aos jornalistas, já tem «algumas ideias para melhorar a performance da reforma», para além de outras que serão criadas «a montante das questões processuais», e um terceiro grupo com uma «componente fiscal». Aguiar-Branco garante que até ao final do seu mandato anunciará essas medidas.
Na perspectiva do vice-presidente do CSM, o importante e urgente é «diagnosticar e analisar a falta de operacionalidade e os bloqueios da lei, tentando encontrar para eles os adequados remédios e vias de solução».
Entre esses bloqueios, frisou, encontra-se a «escassez dos meios humanos e a inadequada preparação dos disponíveis, por deficiente operacionalidade do modelo informático imposto e pela complexidade dos formulários adoptados».
Santos Bernardino aponta ainda a «insuficiência dos juízos de execução criados, por falta de aclaração legal de questões que se têm colocado na prática, como as relacionadas com as citações e as multas a solicitadores».
Aquele magistrado recordou que, no âmbito da Reforma da Acção Executiva - o tema que esteve ontem em debate no II Encontro do CSM -, os juízes deixariam de ser os garantes da cobrança de dívidas, passando essa função para os solicitadores de execução. Um cenário que trazia, à partida, na opinião de Santos Bernardino, uma «maior rapidez na cobrança dos créditos, beneficiando empresas e cidadãos, permitindo uma maior justiça na execução dos direitos e dando voz a uma descompressão nos tribunais, ao nível do volume de trabalho».
Fonte: Diário de Notícias
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Face à fraca defesa proporcionada pelos advogados oficiosos, a verdadeira defesa dos arguidos é feita pelos Juízes
O professor de Direito Germano Marques da Silva defendeu hoje em Faro a alteração do regime de detenções, que considera que deveriam ser ordenadas pelos juízes para evitar eventuais violações do segredo de justiça.
"As detenções só deveriam ser ordenadas pelo Ministério Público em casos excepcionais, para evitar que se alimente o espectáculo que a Comunicação Social faz à volta da justiça e que muitas vezes decorre da violação do segredo de justiça", afirmou.
O professor da Universidade Católica Portuguesa falava em Faro, durante o II Encontro Anual do Conselho Superior da Magistratura, que decorreu ontem e hoje na Escola Superior de Hotelaria e Turismo.
Germano Marques da Silva falou ainda da necessidade de fomentar a igualdade material nas partes de um processo jurídico, que está a ser travada pela existência de uma "percentagem muito grande de advogados oficiosos, nomeados em cima do acontecimento". "É o cancro no sistema penal português", disse, referindo-se ao número cada vez maior de "aprendizes de advogados" que obrigam a que, nos processos, "a verdadeira defesa" seja feita pelos juízes, que acabam por adoptar uma postura "paternalista".
"Enquanto isto não for resolvido, é utópico falar-se em processos de partes, porque há sempre uma que está tecnicamente mais preparada", afirmou, acrescentando que isso leva a que o juiz tenha que intervir "para evitar desigualdades substanciais no tratamento dos arguidos".
Fonte: Lusa.
"As detenções só deveriam ser ordenadas pelo Ministério Público em casos excepcionais, para evitar que se alimente o espectáculo que a Comunicação Social faz à volta da justiça e que muitas vezes decorre da violação do segredo de justiça", afirmou.
O professor da Universidade Católica Portuguesa falava em Faro, durante o II Encontro Anual do Conselho Superior da Magistratura, que decorreu ontem e hoje na Escola Superior de Hotelaria e Turismo.
Germano Marques da Silva falou ainda da necessidade de fomentar a igualdade material nas partes de um processo jurídico, que está a ser travada pela existência de uma "percentagem muito grande de advogados oficiosos, nomeados em cima do acontecimento". "É o cancro no sistema penal português", disse, referindo-se ao número cada vez maior de "aprendizes de advogados" que obrigam a que, nos processos, "a verdadeira defesa" seja feita pelos juízes, que acabam por adoptar uma postura "paternalista".
"Enquanto isto não for resolvido, é utópico falar-se em processos de partes, porque há sempre uma que está tecnicamente mais preparada", afirmou, acrescentando que isso leva a que o juiz tenha que intervir "para evitar desigualdades substanciais no tratamento dos arguidos".
Fonte: Lusa.
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Juízes descansam com saída de ministro da Justiça
Estando anunciada a queda do Governo, a Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP) desconvocou uma Assembleia Geral marcada para dia 11 onde os magistrados iriam discutir o pacto de regime para a justiça, promovido pelo primeiro-ministro, e as suas relações com o ministro da Justiça, havendo quem admitisse que dali saísse a aprovação de uma greve contra as políticas que estavam a ser levadas a cabo pela tutela. Isto no mesmo dia em que Aguiar-Branco se insurgiu de forma violenta contra «alguns» membros daquela classe que puseram em circulação uma carta aberta com críticas acutilantes contra si, acusando-os de tecer «insinuações torpes» e «passíveis de censura criminal», classificando-as de «impróprias de quem exerce tão altas funções».
O ministro aproveitou a sua intervenção no II Encontro do Conselho Superior da Magistratura, que ontem começou em Faro, para se referir à missiva, sendo que esta foi colocada no site da ASJP, na área apenas reservada a associados, a fim de ser subscrita pelos interessados, deixando aquela entidade claro que partilhava das mesmas preocupações.
Os autores da carta aberta acusam o ministro de pretender «controlar os juízes através da criação de um sistema de gestão e de promoção na carreira potencialmente intimidatório e, como tal, condicionador ou balizador das suas decisões». Referindo-se, depois, ao facto de o governante ter escolhido uma pessoa não magistrada para dirigir o Centro de Estudos Judiciários (CEJ), afirmam: «Quem quer controlar, começa pelo controlo da formação», frisando que a opção pela professora de Direito Anabela Rodrigues tem «um significado político». Dizem mais: «O que interessa ao Governo é ter a possibilidade de infiltrar ao nível dos tribunais superiores juízes da sua escolha directa ou indirecta e ao nível da primeira instância magistrados dóceis, atentos e veneradores, submissos e obrigados.»
José Pedro Aguiar -Branco não gostou mesmo nada destas afirmações, dizendo que «nunca ninguém viu e ninguém verá, nos meses que sobejam de exercício de funções, o ministro da Justiça a falar por interposta via de notícias de jornal, de sites ou de blogues, de cartas secretas ou reservadas, anónimas ou colectivas, de ameaças veladas, difusas ou efectivas».
O elevar das tensões entre os juízes e o ministro começou a sentir-se logo após o anúncio do pacto para a justiça, agravando-se com a entrada de um director não magistrado para o CEJ - o que aconteceu pela primeira vez na instituição. A convocação de uma assembleia geral para discutir as políticas do Governo, com ameaça de greve, e a carta aberta - por parte dos magistrados - eram sinais de que José Pedro Aguiar-Branco estava sob «fogo cerrado», e de que alguém teria de sucumbir nesta guerra.
O cessar-fogo foi promovido, por via indirecta, pelo Presidente da República. «A carta aberta vai agora para a gaveta», disse ao DN Jerónimo de Freitas, informando que já foi pedido ao presidente da mesa da assembleia geral da ASJP a desconvocação da assembleia geral agendada para dia 11. «Com a anunciada dissolução do Parlamento, os motivos daquela reunião magna ficaram prejudicados», explicou o secretário-geral daquela entidade.
Quanto às afirmações «passíveis de censura criminal» - Jerónimo de Freitas convidou o ministro a «fazer o que melhor entenda», frisando que os juízes são cidadãos com direito à opinião». Agora, «resta aguardar pelo próximo Governo», adiantou.
Fonte: Diário de Notícias
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A ASJP considera "despropositadas" as palavras do ministro e faz questão de salientar que a iniciativa da carta aberta partiu de um grupo de associados e não da associação, embora esta partilhe dos mesmos sentimentos.
"Aceito que a carta seja contundente, mas não, de forma alguma, injuriosa. Não está em causa a pessoa mas as políticas deste Governo", disse, ao JN, Baptista Coelho, o presidente da ASJ.
Este responsável disse, ainda, que a carta constitui uma crítica que é "normal num regime democrático". A reacção do ministro, acrescenta também, não é mais do que um exemplo da "falta de capacidade deste Governo em encaixar a crítica". "Surpreende-me, porque, perante declarações injuriosas para instituições da Justiça do presidente da Governo Regional da Madeira, nada disse", refere Baptista Coelho que, quanto a um eventual processo reponde apenas "O senhor ministro fará o que entender. Os juízes são responsáveis".
Fonte: Jornal de Notícias.
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(...) Falando na abertura dos trabalhos do II Encontro do Conselho Superior de Magistratura, o ministro da Justiça respondeu às críticas, lançado perguntas: "Pode alguém sustentar com foros de plausibilidade e seriedade, que a nomeação de um não magistrado para a direcção do Centro de Estudos Judiciários (CEJ) representa um atentado à independência judicial e uma tentativa de controlo da formação" (...) Senhores juízes, insisto: será sério e plausível ver aí uma ameaça tentacular e uma intromissão intimidatória?" Aguiar Branco justificou as suas afirmações e interrogações, pela necessidade que tinha em "falar directo e falar claro", não se refugiando em "cartas secretas ou reservadas, anónimas ou colectivas, de ameaças veladas, difusas ou efectivas".
Reagindo às declarações do ministro, o Juiz Baptista Coelho, da ASJP, disse ao PÚBLICO que as "afirmações do ministro da Justiça são despropositadas quanto à forma e quanto ao conteúdo". Para Baptista Coelho, não está em causa qualquer matéria criminal, uma vez que a carta aberta promovida por um grupo de juízes continha apenas um conjunto de críticas à actuação do Governo no âmbito da justiça.
Reagindo às declarações do ministro, o Juiz Baptista Coelho, da ASJP, disse ao PÚBLICO que as "afirmações do ministro da Justiça são despropositadas quanto à forma e quanto ao conteúdo". Para Baptista Coelho, não está em causa qualquer matéria criminal, uma vez que a carta aberta promovida por um grupo de juízes continha apenas um conjunto de críticas à actuação do Governo no âmbito da justiça.
Por outro lado, o Juiz salienta também que, com as recentes alterações políticas e com eleições legislativas a realizarem-se a curto prazo, a carta aberta já perdeu a sua razão de ser, pelo que as declarações críticas do ministro Aguiar Branco também já não fazem sentido.
Fonte: Público.
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Rogério Alves é o novo bastonário da Ordem dos Advogados
Rogério Alves, candidato da Lista A, é o novo bastonário da Ordem dos Advogados durante os próximos três anos, em resultado das eleições realizadas ontem.
Rogério Alves, candidato da Lista A, é o novo bastonário da Ordem dos Advogados durante os próximos três anos, em resultado das eleições realizadas ontem.
Rogério Alves venceu com 5849 votos, contra os 4930 da Lista B, liderada por António Marinho Pinto, e os 4574 da Lista C, liderada por João Correia.
Fonte: Lusa.
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