Base de dados do recenseamento eleitoral
Consulte aqui os cadernos de recenseamento e verifique os dados inscritos, designadamente o nome, número de inscrição e comissão recenseadora (a freguesia no território nacional e o distrito consular no estrangeiro).
A BDRE foi institucionalizada pela Lei n.º 13/99, de 22-Março - novo regime jurídico do recenseamento eleitoral. A facilidade de consulta destes elementos pela Internet pretende dar maior visibilidade à consulta dos cadernos de recenseamento prevista no nº 1 do artigo 56º da Lei nº 13/99, já citada, e que decorre durante o mês de Março, nas instalações das comissões recenseadoras.
VERBOJURIDICO.
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ENTREVISTA DE PAULO ALBUQUERQUE AO JORNAL DE NOTÍCIAS
Juízes substituem-se ao Governo e ao Estado
- em virtude de não existir qual quer política para prevenir o crime
"Hoje, prende-se para evitar a repetição do crime" Pinto de Albuquerque não tem dúvidas de que é preciso ir mais longe do que alterar pontualmente o Código de Processo Penal. Em entrevista ao JN, o jurista deixa algumas sugestões, mas também duras críticas ao sistema
"Hoje, prende-se para evitar a repetição do crime" Pinto de Albuquerque não tem dúvidas de que é preciso ir mais longe do que alterar pontualmente o Código de Processo Penal. Em entrevista ao JN, o jurista deixa algumas sugestões, mas também duras críticas ao sistema
[Jornal de Notícias] Discute-se muito o excesso da prisão preventiva em Portugal. É urgente reduzir os prazos?
[Pinto de Albuquerque] O problema é mais vasto. O modo como o inquérito está organizado é que precisa de ser alterado. Tem a ver com a estrutura do Ministério Público, que deve ser repensada.
Repensar a estrutura do Ministério Público? A que nível?
Se um magistrado tiver muitos processos ordinários e poucos processos alternativos, obviamente que terá as pessoas mais tempo em prisão preventiva. O que nós precisamos é de ter mais processos sumários e sumaríssimos. Assim, os magistrados terão mais tempo para os processos com réus presos e obviamente o tempo da prisão preventiva será mais curto.
É verdade que em Portugal se prende para investigar?
Não. Há uns anos era isso que acontecia, mas o problema é agora mais grave. Hoje, prende-se para evitar a repetição do crime. Ou seja, como não existe uma política criminal preventiva, prende-se para evitar a reincidência. O que é perverso, porque o juiz está a substituir-se ao Governo e ao Estado.
E as cadeias estão cheias de casos de pequena delinquência....
Claro. Quando era juiz prendia muita gente para que não voltassem a cometer crimes. O que não aconteceria se houvesse uma efectiva política de acompanhamento, de reinserção.Relativamente às escutas telefónicas fala-se em violação da privacidade.
É preciso reduzir o âmbito da aplicação?
A questão é complexa. O legislador deve ter em atenção que, na sociedade actual, as escutas telefónicas são o principal instrumento da investigação criminal. É idílico pensar em vigilâncias, nas histórias dos polícias atrás dos ladrões. Isso acabou. Ninguém ignore que a restrição do espaço de manobra das polícias vai diminuir a operacionalidade. É uma questão de gestão do interesse público.
O regime precisa de regras...
Claro. Aliás, em 1997 fiz várias propostas, mas o PS não as achou oportunas. Curiosamente, depois de algumas situações que vieram a público todos começaram a falar na necessidade de regulamentação.Quanto ao segredo de justiça.
A lei deveria ser alterada e vincular o jornalista?
Há dois valores que estão em causa o interesse da comunidade, legítimo, em conhecer determinados contornos de uma investigação. E o direito de proteger o processo e salvaguardar o bom nome das pessoas.
Qual é mais importante?
Será sempre uma decisão política. Mas se houver restrições, o que me parece evidente é que deve ser compensada com a obrigatoriedade, por parte do Ministério Público, em dar informações sobre os processos. Porque o interesse do público é legítimo.
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"Toda a gente parece estar a ser escutada"
Conceição Oliveira, juíza nos tribunais criminais de Lisboa, garante que as escutas estão fora do controlo do sistema. E vai mais longe, dizendo que "toda a gente parece estar a ser escutada". "As escutas em Portugal estão mal regulamentadas. É preciso repensar o sistema. Nenhum juiz de boa-fé pode dizer que ouve todas as gravações e que é ele que faz a selecção. Porque isso não é possível, não fazia mais nada", sublinha a magistrada, sugerindo uma limitação dos alvos ."Está-se a pensar a justiça da maneira errada. Muitas vezes os processos assentam em escutas, que depois são deitadas ao lixo".
António Cluny, procurador-geral adjunto, diz que o problema é outro. Que é preciso escolher entre o que efectivamente se pretende proteger e não testar medidas, que podem pôr em causa a eficácia do sistema. "Relativamente à proposta de limitar a escutas telefónicas dos titulares de cargos públicos, à autorização dos tribunais superiores, não me parece ter em si nada de mal. Até acho que acaba por ser mais confortável para os juízes da 1ª instância que, assim, ficam salvaguardados por outra decisão", adianta o magistrado, lembrando depois que a limitação das escutas aos crimes mais graves pode criar embaraços sérios "Volta-se ao mesmo. Limitar os meios da investigação criminal sem oferecer alternativas é perigoso. Além disso, não nos podemos colocar na situação de um paraíso para a criminalidade organizada, porque isso nos traria problemas internacionais. Temos tratados de cooperação assinados e não devemos descurar a segurança nacional".
Fátima Mata-Mouros, juíza do Tribunal Central de Instrução Criminal, no seu livro "Sob Escuta" já tinha alertado para as fragilidades. Como a facilidade com que estas se fazem no nosso país e a falta de controlo dos magistrados judiciais. "Os juízes só têm hipótese de fazer um controlo formal da legalidade das escutas, porque não têm os meios necessários", escreveu então a juíza, acusando os polícias de pensarem que são "os donos das escutas". Fátima Mata-Mouros avançou ainda com sugestões concretas. Como a possibilidade dos juízes possuírem um terminal nos seus gabinetes que lhes permitisse aceder às escutas em tempo real.
In Primeiro de Janeiro.
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Aumenta a cobrança duvidosa no crédito à habitação
Os portugueses estão a ter mais dificuldades em assegurar o pagamento da prestação mensal do crédito à habitação. O saldo do crédito malparado aumentou de forma geral em Novembro último em relação ao mês anterior, com principal incidência nos empréstimos para compra de habitação, segundo os dados do último Boletim Estatístico do Banco de Portugal.
No penúltimo mês do ano passado, o total do crédito em cobrança duvidosa era de 2,055 mil milhões de euros, dos quais 1,086 mil milhões de euros – mais de metade – na área da habitação, num sinal revelador das dificuldades económicas com que as famílias se debatem.O crédito à habitação constitui 81,9 por cento do total de empréstimos (89,027 mil milhões de euros) concedidos pelas instituições financeiras, e é, normalmente, o último a deixar de ser pago pelas famílias, pelo que, para Jorge Morgado, secretário-geral da DECO, estes dados demonstram “a profundidade da crise” em Portugal. “Isto é a ponta do icebergue em relação à situação económica das famílias, que se encontram sobreendividadas e com taxas de esforço muito elevadas”, alerta aquele responsável, adiantando que a situação é particularmente grave porque ocorre numa altura em que as taxas de juro estão baixas. De facto, em Novembro, as taxas de juro para o crédito à habitação situavam-se nos 3,4 por cento e nos 7,4 por cento no crédito ao consumo.
In Correio da Manhã
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Jogos na Internet
O Governo chinês anunciou que o mercado de jogos 'online' registou um lucro de 2,47 mil milhões de ienes (227,97 milhões de euros) em 2004, esperando ainda que este valor atinja os os 10,96 mil milhões de ienes (mil milhões de euros). Segundo a agência noticiosa chinesa Xinhua, o subdirector do departamento de produtos audiovisuais da Administração Estatal de Imprensa e Publicações anunciou que espera que haja um grande crescimento do sector, afirmando que, nos próximos anos, o país necessitará de 20 mil programadores de jogos 'online'. Para isso, vai criar cursos de bacharelato em dez universidades do país.
In Diário Económico
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Diário da República
Lei n.º 2/2005. DR 16 SÉRIE I-A de 2005-01-24
Primeira alteração à Lei n.º 74/98, de 11 deNovembro (publicação, identificação e formulário dos diplomas).
Decreto-Lei n.º 21/2005. DR 16 SÉRIE I-A de 2005-01-24
Cria um regime excepcional para a execução, em regime de empreitada, das obras necessárias à reparação e reabilitação do túnel ferroviário do Rossio.