quinta-feira, maio 26, 2005
26Maio - Recortes da Justiça
quarta-feira, maio 25, 2005
25Maio - Recortes da Justiça
Sobre o colapso do STJ
Num escrito esclarecido, o Juiz Conselheiro Simas Santos, inseriu o seguinte "post" no Blog Incursões:
«O Diário de Notícias trazia no passado sábado um artigo com este título bombástico e com o seguinte subtítulo "Tribunal não está dimensiado para a tendência crescente de interpor recursos" a propósito da apresentação do estudo apresentado pelo Gabinete de Política Legislativa do Ministério da Justiça.Esse título foi retomado pela Estação televisiva SIC no espaço noticioso.
Mas, como se vê do próprio texto do artigo, tal título não corresponde, como é sugerido a um colapso do Supremo Tribunal de Justiça.Antes se reconhece que o paradigma do recurso sistemático ao Supremo Tribunal está esgotado, pois que, a prazo, o aumento de recursos que se tem verificado é insustentável sem descaracterização do Supremo Tribunal, enquanto Tribunal encarregado de velar pela jurisprudência, pela aplicação da lei pelas instâncias.
Como muitos de nós temos vindo a defender ao longo dos anos, é desejável a susbitutição do modelo actual opor outro que reafirme e valorize esse papel insubstituível do Supremo tribunal, em detrimento de uma concepção de 3.ª instância sempre acessível. Eu próprio o escrevi (Medida Concreta da Pena, Disparidades, Vislis, 1998) e reafirmei em recente artigo no "Público".Duvidoso é que se consiga realizar tal escopo numa só legislatura, embora possam ser dados seguros passos nesse sentido, nesse horizonte temporal.
O que não se pode é aceitar o título já glosado.Com efeito, o Supremo tribunal de Justiça, como noticiava recentemente o"Público" é dos Tribunais Supremos mais rápidos da Europa, com um tempo médio de pendência dos recursos de 3 meses, mercê do grande esforço dos seus magistrados e funcionários.»
A missão dos Supremos Tribunais
«A primeira missão dos Supremos Tribunais é a de velar pela aplicação das regras jurídicas pelas jurisdições inferiores e assim assegurar ao direito unidade, clareza e certeza, do que é indissociável a modernização do direito, a sua adaptação às novas condições sociais e às aspirações contemporâneas. Só secundária ou reflexamente surge a realização de um novo esforço para fazer boa justiça ao recorrente.» (Manuel Simas Santos, Medida Concreta da Pena, Disparidades, Vislis, 1998).
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Divulgação: «Feira do Livro» no verbojuridico
De 25 de Maio a 13 de Junho de 2005, mediante protocolo outorgado entre Autor e Editora e no sentido dos utilizadores do verbojuridico poderem beneficiar de uma promoção semelhante à das feiras do livro de Lisboa e Porto, as encomendas efectuadas durante esse período através do verbojuridico gozam de 10% de desconto e oferta de portes de envio para todo o território português.
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Advogados e livre concorrência
A Ordem dos Advogados instaurou um processo disciplinar a José Miguel Júdice por causa de uma entrevista onde o ex-bastonário afirma que antes de contactar serviços de consultadoria, o Estado devia ouvir as três maiores sociedades de advogados do país.
Júdice é, alegadamente, acusado de ter violado as regras profissionais porque pertence a uma das três sociedades.
Ouvido pela TSF, Pires de Lima, que também já foi bastonário da Ordem dos Advogados, não compreende as declarações de Júdice: «Já tinha ouvido falar nessa entrevista mas não compreendo a afirmação, penso que deve ter sido feita num momento de pressão».«Qualquer advogado sabe que é o cliente que escolhe os advogados, e que essa regra de livre concorrência não pode ser posta em causa, muito menos por uma pessoa com as responsabilidades do ex-bastonário», conclui.Júdice nega atitude censurável.
Entretanto, o ex-bastonário da Ordem dos Advogados, José Miguel Júdice, nega ter cometido qualquer atitude censurável para que lhe fosse instaurado um processo disciplinar por violação das regras deontológicas da profissão.«Não me pesa na consciência nenhuma atitude censurável, mas por respeito por uma instituição que servi e tenho no coração, não faço comentários sobre o processo disciplinar do qual não fui notificado», afirmou José Miguel Júdice à agência Lusa.
in TSF.PT
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Salários glup, digo galp (sem iva)
O ex-presidente da Câmara Municipal do Porto Fernando Gomes foi ontem nomeado administrador da Galp. A assembleia geral não definiu se o cargo de Fernando Gomes é de administrador executivo ou não executivo. Uma missão que caberá ao conjunto dos membros da administração recém-eleita levar a cabo na próxima segunda-feira.
Se for dado a Fernando Gomes um cargo executivo, o ex-autarca deverá ganhar um salário de 15 mil euros por mês, a que acresce cartão de crédito e outro tipo de ajudas de custo.
Se se mantiver a tabela salarial praticada durante a presidência de Ferreira do Amaral, o novo ‘chairman’ vai ganhar 30 mil euros por mês.
Num momento em que o Governo impõe um aperto do cinto aos portugueses e em que os funcionários públicos também vão perder alguns direitos, com estes sinais, é a perda total de credibilidade para pedir sacrifícios aos portugueses.
in CORREIO DA MANHÃ
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Lei da Água ... dividida.
O ministro do Ambiente anunciou ontem que a Lei da Água, que transpõe a directiva-quadro europeia sobre a matéria, vai ser divida em dois diplomas, um que estabelecerá as regras de protecção dos recursos hídricos e outro que vai definir a sua propriedade. Francisco Nunes Correia, que falava no Parlamento na Comissão do Ordenamento do Território, Ambiente e Poder Local, afirmou que a proposta da lei da água está «em trânsito legislativo» e que os dois diplomas irão ser discutidos na «próxima reunião de secretários de Estado». O ministro recordou as «atribulações» do processo de elaboração desta lei, que teve várias versões desde 2002, e apontou como um dos motivos de «grande complexidade» o facto da lei estar «muito marcada pelas abordagens próprias do normativo comunitário».
in A CAPITAL
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Proença de Carvalho defende fim do segredo de justiça
O actual regime do segredo de Justiça é “inadaptado à sociedade actual já que proíbe os advogados de intervirem junto da opinião pública.
Para Daniel Proença de Carvalho, num processo judicial “não basta ser um técnico, é também importante que o advogado defenda as pessoas visadas junto da opinião pública". No âmbito do ciclo de conferências "Grandes Advogados - percursos e testemunhos em discurso directo" - que decorreu na passada semana no Porto, o jurista salientou a importância de o advogado conquistar a opinião pública numa sociedade em que os media exercem o papel de informação e formação de opinião, e onde "têm a força de condenar arguidos desde o primeiro dia".
O advogado alertou assim para a necessidade de acabar com o segredo de justiça, classificando como “inadaptada à sociedade actual”, a lei que proíbe os advogados de intervirem na opinião pública. "Os media não respeitam nenhum segredo e não é suposto respeitarem, porque têm o papel de informar. Quando as coisas passam para a opinião pública joga-se dos dois lados e, com a lei do segredo de justiça, uma parte fica amordaçada", referiu.
Relativamente ao estado da advocacia, Proença de Carvalho lembrou com saudade os anos 60 como a "época de espírito de missão" da profissão e de respeito unânime por valores deontológicos como a lealdade, desafiando os futuros advogados que compunham a assistência a "criarem a simbiose entre os valores da defesa do Direito, ao mesmo tempo que os adaptam às novas realidades da globalização".
in DIÁRIO ECONÓMICO
terça-feira, maio 24, 2005
24Maio - Inclusões no verbojuridico e divulgação
Juízes
Movimento judicial ordinário de Julho de 2005
Lista de códigos dos Tribunais para movimento judicial (Word Zip)
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Ministério Público
Lista de antiguidade dos magistrados do MP (2004)
Aviso para movimento ordinário de 2005
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Advogados
Regulamento do Laudo de Honorários
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Divulgação de Evento
Realiza-se no próximo dia 28 de Maio, pelas 15h, no Auditório Municipal de Ferreira do Alentejo, organizado pela Universidade Moderna de Beja uma conferência de Direito Comercial com o tema "Novos Rumos do Direito Comercial".
24Maio - Recortes da Justiça
O secretário-geral da Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP) defendeu hoje que é preferível que o Governo acabe "definitivamente" com as férias judiciais, em vez de reduzir o período de descanso de Verão de dois meses para um.
Jerónimo de Freitas, que falava aos jornalistas no final de uma reunião com o secretário de Estado adjunto do ministro da Justiça, José Conde Rodrigues, disse esperar que o Governo avançasse no encontro "qualquer coisa de concreto" sobre a forma como os tribunais vão funcionar caso a redução das férias judiciais de Verão seja aplicada em 2006, mas, segundo disse, "nada foi dito" sobre a solução proposta pelo Executivo.
segunda-feira, maio 23, 2005
23Maio - Recortes da Justiça
«Uma justiça feita por escravos, à partida não é uma boa justiça.
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A Deco salienta que as ligações de banda larga, apesar de serem muito mais rápidas do que as ligações analógicas, ainda têm fraca implantação nacional e apresentam preços elevados. Os limites de tráfego que apresentam são também inferiores aos que oferecem alguns servidores europeus, nomeadamente na Alemanha, França e Holanda, onde "a maioria" dos serviços não impõe limites de tráfego baixos. Em Espanha, por exemplo, estes limites nem sequer existem.
sábado, maio 21, 2005
21Maio - Recortes da Justiça
sexta-feira, maio 20, 2005
Newsletter # 9 Verbo Juridico
Acórdão 768/05
Acórdão 897/05
Acórdão 909/05
Relator: Juiz Conselheiro Pereira Madeira
Acórdão 237/05
Acórdão 1011/05
Acórdão 1442/05
Acórdão 1552/05
Acórdão 1692/05
Relator: Juiz Conselheiro Rodrigues Costa
Acórdão 338/05
Relator: Juiz Conselheiro Santos Carvalho
Acórdão 467/05
Acórdão 1127/05
Relator: Juiz Conselheiro Arménio Sottomayor
Acórdão 1737/05
quinta-feira, maio 19, 2005
19Maio - Recortes da Justiça
quarta-feira, maio 18, 2005
18Maio - Recortes da Justiça
Parabéns
Re-reforma da acção executiva
O Bastonário da Ordem dos Advogados, em entrevista ao Jornal de Negócios, da edição de ontem, afirmou que:
terça-feira, maio 17, 2005
17Maio - Recortes da Justiça
Três artigos sobre o estado da Justiça
Magistratura e Dificuldades da Democracia
Por Dr. Orlando Afonso, Juiz Desembargador
Uma questão de soberania e de cidadania
Por Dr. Joel Timóteo Ramos Pereira, Juiz de Círculo
Permitam-me um desabafo
Por Maria Teresa M. Garcia, Juiz de Direito.
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segunda-feira, maio 16, 2005
16Maio - Recortes da Justiça
domingo, maio 15, 2005
15Maio - Recortes da Justiça
A fim de se pronunciar sobre a redução das férias judiciais, a Associação Sindical de Juízes Portugueses convocou uma assembleia-geral extraordinária para Junho. Uma questão que, para a classe, foi tratada pelo Governo de forma “demagógica e afrontosa”.
A Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP) decidiu ontem convocar uma assembleia-geral extraordinária para Junho, a fim de que a classe se pronuncie sobre a situação actual da Justiça e as medidas anunciadas pelo Governo, disse o presidente. Após a reunião do Conselho Geral da ASJP, que decorreu ontem, o presidente da Associação, Alexandre Baptista Coelho, especificou que a decisão de convocar uma assembleia-geral extraordinária tem como objectivo que a classe “se pronuncie num órgão associativo mais alargado”.
A ASJP tem agendada, para dia 23, uma audiência com o ministro da Justiça, pedida pela associação como tendo carácter de urgência, e vai realizar um encontro, a 27 de deste mês, com a Ordem dos Advogados e o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público para “debater preocupações comuns”. O presidente da ASJP afirmou que os juízes estão igualmente disponíveis para colaborar com o Ministério da Justiça e com o Conselho Superior de Magistratura a fim de encontrar “soluções que melhorem o funcionamento do sistema, como serviço público que deve aproveitar à generalidade dos cidadãos”.
Alexandre Baptista Coelho realçou que “há questões de fundo que devem ser enfrentadas” e, entre estas, a distribuição de processos aos juízes, defendendo por isso a necessidade de se efectuar um levantamento dos tribunais com um número de processos desproporcional aos seus meios humanos e materiais.
O Conselho Geral da ASJP decidiu igualmente “denunciar uma vez mais a forma demagógica e afrontosa como a questão [da redução das férias judiciais] foi tratada pelo Governo”.
Para Alexandre Baptista Coelho, “se o Governo diz que vai obter um aumento de dez por cento na produtividade” ao reduzir as férias judiciais, “ninguém percebe porque não avança para um ganho de 25 por cento, acabando com as férias judiciais”. O objectivo da associação é o de que os juízes “beneficiem do que é o regime de férias para qualquer trabalhador da administração pública”, sublinhou o presidente da ASJP, que frisou ainda haver “necessidade de se desmistificar a confusão entre férias judiciais e férias dos juízes”.
in O PRIMEIRO DE JANEIRO
A Associação Sindical de Juízes portugueses diz que está na altura de se definir um número limite de processos que cada juiz deve ter em mãos, para precaver atrasos na resolução dos mesmos. A medida é sugerida depois de um magistrado ter sido suspenso por excesso de processos em atraso.
A sugestão da Associação Sindical de Juízes Portugueses - definir um número limite de processos que cada juiz deve ter em mãos, para precaver atrasos na resolução dos mesmos - surge depois do Conselho Superior de Magistratura ter suspendido recentemente um desembargador do Tribunal da Relação de Lisboa por excesso de processos em atraso.
À saída da audiência com Jorge Sampaio, o presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) alertou ainda para o perigo de a falta de meios poder condicionar resultados. «As pessoas têm que ter a noção de que, não nos podendo dar meios, não se podem fazer exigências. O nosso esforço está no limite do possível e tentaremos aguentá-lo até ao limite», disse António Cluny, sublinhando que «não há omoletas sem ovos».
sábado, maio 14, 2005
14Maio - Recortes da Justiça
O Conselho Geral da Associação Sindical dos Juízes Portugueses, reunido em 14 de Maio de 2005, analisou a situação decorrente da proposta governamental de redução das férias judiciais e deliberou:
1. Manifestar pública indignação pela forma demagógica como tal medida foi anunciada e defendida pelo Governo, associando a morosidade da justiça a uma pretensa menor produtividade dos juízes e, bem assim, profunda preocupação pelo autismo político que exibiu, ignorando por completo quer as estruturas representativas das várias profissões forenses, quer o próprio Conselho Superior da Magistratura, órgão constitucional a quem cabe a gestão e disciplina da Magistratura Judicial.
2. Afirmar o entendimento de que as férias judiciais, com a duração que actualmente se mostra consagrada no nosso ordenamento jurídico (e que é idêntica, aliás, à que existe em França, Inglaterra, Bélgica, Chipre, Luxemburgo, Malta ou Roménia) assegura satisfatoriamente o funcionamento dos Tribunais e o gozo das férias de Magistrados e Funcionários que, saliente-se, têm a mesmíssima duração das férias de qualquer funcionário ou agente do Estado. Contudo, tendo em conta as projecções apontadas pelo Governo para o ganho de produtividade decorrente da redução para um mês das férias judiciais de Verão (10%), entendem os Juízes portugueses que a eliminação total das férias judiciais (de Verão, Natal e Páscoa), constituiria nessa lógica um ganho correspectivo de 25%, solução que não só aceitam como reclamam (e que é a situação vigente em países como a Alemanha, Holanda, Finlândia ou Suécia).
3. Reafirmar publicamente que os Juízes portugueses, em matéria de férias, pretendem apenas e tão somente um tratamento igual ao de qualquer servidor do Estado: igual número de dias (artº 2º do DL 100/99, de 31/, na redacção que lhe foi dada pelo DL 157/01, de 11/5), igual faculdade de as gozar em qualquer período do ano (artº 5º do mesmo diploma), bonificação pelo gozo das mesmas no período compreendido entre 1 de Outubro e 31 de Maio seguinte (artº 7º, idem), bonificação por antiguidade (art.º 2.º, n.º 3, idem), acréscimo dos dias trabalhados em dia de descanso semanal, na concretização do serviço de turno, às férias (posto que a possibilidade de os gozar num dos 3 dias úteis seguintes não é praticável, na actividade judiciária).
4. Manifestar a total disponibilidade dos Juízes para colaborar com o Governo e com o Conselho Superior da Magistratura, no sentido de:
a) Se proceder de imediato ao levantamento metódico dos problemas que obstam à celeridade processual tendo em vista o assumir das medidas adequadas à sua resolução, abrindo os trabalhos à discussão plural, se necessário constituindo uma comissão para o efeito, divulgando publicamente a evolução do mesmo e os resultados finais;
b) Se fazer um levantamento imediato dos Tribunais que têm excesso de volume processual, desproporcionado aos meios humanos e materiais existentes, com oportuna divulgação pública;
c) Se fazer um levantamento imediato das condições de trabalho deficientes, quer em instalações, quer em meios humanos, quer ainda em meios auxiliares, designadamente periciais, com oportuna divulgação pública;
d) Se fazer um ponto de situação sobre o estado da acção executiva e consequências já previsíveis que a mesma vai gerar, divulgando-o publicamente;
e) Em processo participado, mas célere, ser definido um regime de contingentação processual.
5. Solicitar à Direcção Nacional da ASJP a convocação urgente de uma Assembleia Geral Extraordinária para decisão das medidas a tomar, devendo aquela Direcção formular a tal Assembleia uma proposta concreta, detalhada e calendarizada.
Sobre este comunicado(...) «Os Juízes entendem, portanto, que não era necessária nenhuma redução das férias judiciais, e muito menos uma redução das férias acompanhada de acusações à magistratura no sentido de que os Juízes seriam responsáveis por atrasos, dado que teriam férias "a mais".
Mas uma vez que o Governo alega que uma percentagem substancial dos atrasos será recuperada com a redução das férias judiciais, então os Juízes reclamam alguma coerência e exigem o fim das férias judiciais, à semelhança do que acontece em alguns países europeus.É uma posição corajosa, que vem demonstrar várias coisas:Desde logo, os Juízes são os primeiros a reconhecer que a actual situação de acumulação e de congestionamento de processos é inaceitável e pugnam pela sua superação, única forma de acabar com a perfeita escravatura em que as suas vidas se tornaram;
Depois, demonstra-se que os magistrados não regatearão esforços e empenhamento para se alcançar tão almejado objectivo;
Finalmente, torna-se evidente que os Juízes não estão preocupados em manter "privilégios", que aliás não têm, até porque o seu estatuto de escravatura profissional também se reflecte substancialmente nesse período de abrandamento da laboração dos Tribunais que se designa por férias judiciais».