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Este é o resultado do choque tecnológico nas eleições autárquicas de hoje: O site do ITIJ/STAPE, da responsabilidade do Ministério da Justiça «crashou» [Imagem: (c) GLQL] apesar dos inúmeros milhões gastos em equipamentos e contratos milionários com a IBM, já desde as eleições europeias (link). Desconhece-se quem vai ou se alguém vai assumir a responsabilidade pelo crash...
Já agora, convém que aquando da tão prometida desmaterialização dos processos judiciais, não se esqueçam de, primeiro, mudarem todo o sistema eléctrico dos edifícios dos Tribunais, pois em muitos deles basta a ligação de um aquecedor ou de uma ventoínha para o sistema eléctrico «crashar» por completo. O que certamente, inviabilizará a abertura de conclusões, prolação de despachos e transferência de documentos no sistema virtual. Caso contrário, os processos ficarão mesmo desvirtualizados ... isto é, desaparecerão na totalidade ou parte deles nos sucessivos «crashes». O que, obviamente, trará maior celeridade processual...
4 comentários:
Pois, senhores, não era suposto serem a-políticos? lol
Já agora,
faço a seguinte leitura, se me é permitido a dita 'leitura nacional': como a maior progressão eleitoral foi a do pc, ou cdu, tendo aliás um resultado estonteante na área metropolitana de Lx, posso adivinhar que o funcionalismo público está descontente e votou em forma de protesto.
Mas tal tem o valor que tem; não mais.
Cada qual com aquilo que merece: temos os politicos que merecemos assim como os japoneses ou os norte americanos.
Aqueles, os japoneses com os indices de escolaridade que têm, naturalmente que escrutinem bons politicos; já estes com uma escolaridade em geral pior que a nossa, ainda têm piores polticos que nós.
Logo, veja-se, é com Guterres que eu alinho: uma boa escola é a mater do progresso.
Uma questão estritamente jurídica?
Porque razão, genericamente, temos uma boa justiça criminal e uma má justiça cível?
Senhora Jjoyce:
Pergunta «Pois, senhores, não era suposto serem a-políticos?»
Respondo: O post («Desmaterialização») é da minha autoria, mas os comentários são da responsabilidade dos seus autores.
O post «desmaterialização» não tem qualquer asserção política, apenas opinativa e esse é um direito constitucional reconhecido a todos os cidadãos.
Além disso, este blog é da minha responsabilidade enquanto cidadão e não enquanto Juiz.
Importa, por conseguinte, separar bem as águas.
Os Juízes não são cidadãos de segunda e têm todos os seus direitos de cidadania intactos.
No mais, como é óbvio, obsto de tecer quaisquer comentários políticos, razão por que estou certo compreenderá o motivo por que não respondo directamente ao seu comentário, precisamente para evitar tecer observações de natureza política. Os meus cumprimentos.
Post extremamente oportuno.
Quem não sabe o que é um tribunal por dentro, pode pensar que se trata de uma simples «boca».
Mas não é!
A realidade de muitos dos nossos tribunais é exactamente aquela que o post refere!
E quando um cidadão que, por ser juiz, tem conhecimento desse facto, tem o dever de o dizer!
Ou preferem que nos calemos cinicamente e «deixemos arder»?
Já pensaram na catástrofe que é, para um cidadão, ter um processo em tribunal anos a fio - e os juízes são os primeiros a denunciar essa realidade! - e, um dia, ele «desmaterializar-se»... e voltar tudo ao princípio?
São dezenas os tribunais que não têm a electricidade em condições de segurança mínimas. Assim, a ocorrer um "apagão" os processos vão ... ... desmaterializar-se etimologicamente. O Governo da República, como outros que o antecederam em maior ou menor medida (mas em que tudo fica na mesma), demonstra ignorância das condições reais. Em 80 dias do ano deveria o Senhor Ministro vir aos Círculos Judiciais (nalguns casos pernoitar) e ver as condições em causa, fazer um levantamento urgente do parque judiciário, e após (muito após...) pensar na desmaterialização. Mas também nós Juízes deveríamos realizar um inventário completo por Círculo Judicial do que falta fazer. Poupava-se algum dinheiro da República nas viagens. Há 40 anos atrás construiam-se tribunais a pensar no futuro, hoje pensa-se em remendar. Nunca ninguém questionou o realismo com que outrora era construídos tribunais. Hoje assiste-se a algumas anedotas como a arquitecta de Lisboa que desenhou um tribunal pensando que a comarca era do Distrito de Lisboa quando era do Distrito de Bragança... Um problema de custos portanto: remenda-se ignorantemente. Ora, também nós neste âmbito, deveremos auxiliar o Governo da República e descrever as necessidades urgentes dos edifícios, nosso local de trabalho, apontando nomeadamente a capacidade eléctrica de cada edifício. Depois, bom depois, o ónus mudou...
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