PSD PROPÔS PACTO MUITO MAIS EXTREMO
Do Editorial de António Arnaldo Mesquita, no Público, resulta que o PSD tem insistido junto do PS para promover uma ampla revisão da chamada constituição judiciária.Entre outras alterações, o PSD defendia mudanças na composição dos Conselhos Superiores da Magistratura e do Ministério Público, a alteração do sistema de designação dos presidentes dos Tribunais Supremos e, inclusive, da aferição das responsabilidades disciplinares de magistrados e de advogados, através da criação de comités interprofissionais. Visaria, segundo o mesmo, "neutralizar tentações corporativistas e, por outro, assegurar uma espécie de auditoria externa aos protagonistas do sistema judicial".
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MAIS DOZE TRIBUNAIS DE FAMÍLIA E MENORES
Anuncia o Jornal de Notícias que o número de tribunais de Família e Menores deverá aumentar dos actuais 18 para 30, no âmbito do novo Mapa Judiciário que está em estudo pelo Ministério da Justiça. Do estudo sobre a reforma do Mapa Judiciário, realizado pelo Observatório Permanente de Justiça, a aposta é numa Justiça especializada por áreas judiciais, entre as quais constam as questões da Família e Menores. O documento refere a necessidade de ser criada uma rede de serviços de Justiça multifacetada com pessoal altamente qualificado, mais ampla e com maior capacidade de articulação. "Os tribunais têm de ser especializados, têm de ter gabinetes de psicologia, de mediação/audição familiar, e as próprias instalações precisam de adaptação e de serem mais acolhedoras", indica o documento, que aponta também para uma ausência de formação específica (com outras componentes além da área jurídica) dos magistrados dos tribunais de Família e Menores, a inexistência de assessorias adequadas com formação especializada nas áreas de crianças e jovens e a insuficiente formação dos agentes de polícia criminal.
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CONTINGENTAÇÃO E ASSESSORIA PARA JUÍZES
Ana Lúcia Martins, escreve no Semanário Económico (edição impressa, p.18), que:
"Os tribunais estão de novo em voga.Desta feita não é mais um processo escaldante aproveitado para animar as hostes. Finalmente parou-se para analisar a realidade do seu funcionamento (...)
Em relação aos Tribunais há que analisar então as pessoas que neles trabalham, o que as motiva, que procedimentos têm ao seu dispor para acelerar o andamento dos casos, que formação têm para as tarefas específicas que têm de desempenhar e para as tecnologias que estão ao seu dispor. Sem dúvida que muito se poderá fazer através da informatização dos procedimentos administrativos, mas a verdade é que mesmo o que já existe não é aproveitado. O motivo desse desaproveitamento reside, muitas vezes, na formação que não foi dada aos funcionários dos tribunais para a utilização dessas tecnologias.
Outro aspecto importante a considerar passa pelo volume de trabalho atribuído a cada juiz. Quando são atribuídos à mesma pessoa centenas de casos ao mesmo tempo, e ela/ele tem de se desdobrar entre audiências, saneadores, julgamentos, sentenças e todas as análises de pequenos pedidos que as partes fazem continuamente, algo acaba, inevitavelmente, por ficar para trás. Não é retirada de competência ao juiz, mas este ter um auxiliar, com formação devida, para execução das tarefas menos relevantes. Esta situação é antes a disponibilização deste recurso valioso para execução de actos de maior relevância ao invés de consumirem o seu tempo com questões menos relevantes (...)".
5 comentários:
A contingentação processual e a assessoria dos Srs. Juízes são medidas urgentes que este Governo tarda a implementar. Já no que diz respeito ao Acesso ao Direito (Apoio Judiciário), Código das Custas Judiciais e Tabela Emolumentar do Registo e do Notariado, as promessas ficaram pelo caminho. Estamos feitos ao bife!
VIVA A IV REPÚBLICA
“Eu, como Juiz, não conheço pobres ou desvalidos. No meu tribunal, acusadores e acusados não têm nomes nem títulos. Chamam-se réus ou autores. Não sei, se neste país, a justiça é igual para todos. Creio que não” (Dr. José Almeida Queiroz). In "AQUI E AGORA" do Juiz Hélder João Fráguas.
VIVA A IV REPÚBLICA
Reflexões de fim-de-semana
"Quem diz verdades perde amizades" (São Tomás de Aquino).
VIVA A IV REPÚBLICA
No que concerne aos Tribunais de Família é bom que as coisas mudem urgentemente e que os serviços de apoio ao Tribunal tenham meios para funcionar efectivamente. Hoje a regulação do poder paternal ainda se arrasta demasiado, bem como se arrastam os divórcios e consequentes inventários em que a parte mais fraca sofre agruras.É que neste país de "DON JUANS" grassa a fuga à pensão de alimentos aos filhos e os tribunais não tem meios de evitar tal flagelo. Desta forma felizmente que a alteração do crime de Violação de Alimentos vai permitir perseguir criminalmenete quem se desemprega dolosamente. È que em Portugual só mesmo à "cacetada"...
Eu sou oficial de justiça num tribunal da zona centro, tribunal esse que tem um volume processual acima dos cinco mil processos e de competencia genérica... a falta de funcionarios nao chega para a encomenda, e para piorar o panorama o quadro não está completo...Pergutno quem pode trabalhar assim... mas disto nao falam os media... so atacam como se fossem sábios e afinal não uns leigos na matéria.
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