Não são só os Magistrados, os Funcionários Judiciais, os Notários e Conservadores, pessoal não técnico do IRS e outros até aqui contribuintes e beneficiários dos Serviços Sociais do Ministério da Justiça que consideram que a conduta do Governo, ao pretender retirar unilateralmente um direito social básico (de saúde), com violação absoluta do direito constitucional de negociação colectiva e que a sua "consulta" aprazada para o próximo dia 7 de Setembro, não passa de uma ignóbil manobra de fachada, típica de regimes ditatoriais que fazem tudo o que lhes apraz independentemente dos direitos fundamentais e legislação constitucional e legal vigente.
Os técnicos da Polícia Judiciária, que não pertencem à carreira de inspecção, representados pela A Associação Sindical dos Funcionários Técnicos, Administrativos, Auxiliares e Operários da Polícia Judiciária (ASFTAO/PJ) ameaça fazer greve por três dias consecutivos em Setembro, caso o Governo os exclua dos Serviços de Saúde do Ministério da Justiça.
As notícias a este propósito (ver Jornal de Notícias / O Primeiro de Janeiro / Diário de Notícias) são elucidativas. Apesar da audiência com o ministro, prevista para dia 7 de Setembro, os responsáveis sindicais acreditam que esta será “de fachada”, e só para cumprir os requisitos legais que prevêem que sejam ouvidos os sindicatos em matérias como esta.
A ASFTAO/PJ congrega cerca de metade do Corpo Especial da PJ (1.200 pessoas), e inclui os técnicos do Laboratório de Polícia Científica, os departamentos de Perícia Financeira e Contabilística e de Telecomunicações e Informática, os funcionários da área de lofoscopia (que recolhem e tratam as impressões digitais) e o pessoal do registo e tratamento da informação criminal.
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