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As palavras de altivez dos governantes viram-se contra si próprios.
Hoje, mais uma tragédia, desta vez mais ambiental, deflagrou na Mata Nacional do Urso, com um incêndio que chegou a estar a ser combatido por 10 aeronaves, coordenadas por um helicóptero Alouette da Força Aérea Portuguesa, além de 203 bombeiros e 55 veículos.
Nunca tantos recursos foram canalizados para um só ponto, designadamente quando nas três semanas transactas, as chamas ameaçaram e atingiram efectivamente populações, que perderam os seus bens, as suas habitações, o seu modo de vida.
Mas existe uma justificação: trata-se de uma mata do Estado, que este também não limpou como lhe era exigível.
Não existe sentido de Estado. «Que moral tem o Estado que não limpa o que é seu ?», pergunta o Presidente da CM de Pombal. De facto, o Estado não dá o exemplo. E se ouvimos ministros a exortar os privados a limparem os seus terrenos, dizendo que se ainda o não tinham feito, ainda estavam em tempo de o fazerem, esqueceram-se os ditos de fazer o mesmo nas matas nacionais.
A lição já não é de hoje. E a propósito, porque entramos em período dominical, nada melhor que terminar este post com uma citação bíblica, proferida por Jesus Cristo:
«E por que vês o argueiro no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? Hipócrita! tira primeiro a trave do teu olho; e então verás bem para tirar o argueiro do olho do teu irmão» (Bíblia, Evangelho de S.Mateus, cap. 7, vers. 3-5).
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