CRIADAS NOVAS FÉRIAS PARLAMENTARES
«A falta de quórum devido à presença em plenário de apenas 111 dos 230 deputados impediu hoje as votações semanais na Assembleia da República, que exigem a comparência de mais de metade do hemiciclo.
"Por falta de quórum não se realizam as votações", anunciou o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, depois de ter verificado o número de deputados presentes no hemiciclo na sessão de hoje, em vésperas de fim-de-semana prolongado devido à Páscoa.
"Por falta de quórum não se realizam as votações", anunciou o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, depois de ter verificado o número de deputados presentes no hemiciclo na sessão de hoje, em vésperas de fim-de-semana prolongado devido à Páscoa.
O regimento da Assembleia da República estabelece que "as deliberações do plenário são tomadas com a presença de mais de metade dos seus membros em efectividade de funções". No estatuto dos deputados é ainda referido que é "dever" dos parlamentares "participar nas votações".
Esta semana, excepcionalmente, as votações semanais deviam decorrer hoje, e não como habitualmente à quinta-feira (amanhã), em virtude da interrupção dos trabalhos parlamentares até segunda-feira, devido à Páscoa.
Em declarações aos jornalistas, o líder parlamentar do PSD lamentou a falta de quórum, afirmando que, "enquanto os sociais- democratas foram maioria [com o CDS-PP], isso nunca aconteceu". "É lamentável que o partido maioritário não assegure o quórum", acrescentou Luís Marques Guedes, referindo-se ao facto da bancada socialista ter 121 deputados, ou seja, mais cinco do que os 116 necessários para assegurar o quórum.
Em comunicado, o BE considerou que a falta de quórum foi um "episódio lamentável", que representa "um desprestígio marcante para o Parlamento". "Não há memória de tal facto desde que foi introduzido o sistema de voto electrónico, senão desde muito antes: a Assembleia da República não procedeu às votações regimentais porque não tinha quórum de deliberação", é ainda referido no comunicado».
In PÚBLICO
3 comentários:
Uma vergonha. Há deputados que vão a 4 sessões durante o mês, outros acumulam com a comparência em 3 ou 4 reuniões de comissões especializadas.
O resto do mês é usado para viagens pagas pelos contribuintes, nas suas actividades de lobby e nas suas actividades privadas, designadamente de advocacia.
No final do mês, recebem o ordenado por inteiro, o valor das senhas de presença pelas reuniões em que estiveram presentes, ajudas de custo e despesas de representação.
É para isto que o povo os elege e os paga.
Enquanto isso, tratam de reduzir as férias judiciais, criam férias para eles próprios e querem que magistrados e funcionários trabalhem como escravos fora das horas do serviço.
Desenganem-se que isso acabou.
M.F. (Técnica de Justiça MP)
como me foi dito por um acessor, aquando de uma visita que fiz à AR nos meus tempos de faculdade, eles não estão de férias, estão a trabalhar arduamente nas comissões (!!!) AHAHAH!IHIHIH!OHOHOH! é o que se chama produtividade política.
São estes os políticos que o povo elegeu.
Por isso o "povão" não se pode queixar dos políticos que tem. Cada país tem os políticos que merece...
Mas que apetece deitar a toalha ao chão e dizer BASTA. Apetece mesmo.
Com estas atitudes é que Portugal se situa (pelos vistos honradamente) na cauda da Europa. Onde está a responsabilidade política e moral que estes Sr.s deputados deveriam ter?
Ah! Já não há pessoas bem formadas como antigamente.
Certo certo é que os diplomas ficaram na gaveta para serem aprovadas noutra sessão.
Eu, como funcionário público, tambem me atece faltar ao serviço, mas se tal acontece descontam-me no ordenado.
Portugueses de primeira e portugueses de segunda categoria.
Abraços!
PS - Parabéns pelo excelente blog
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