quinta-feira, setembro 08, 2005

Palavras, leva-as o vento

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Sábias palavras foram proferidas pelo Presidente da República no dia de ontem, hoje objecto de publicação na imprensa (cfr. Diário de Notícias). Apenas o lamento das palavras morrerem na solidão da sua violação prática, com a aprovação, promulgação e publicação de diplomas que atentam contra a dignidade dos servidores do Estado, considerados genericamente como um bando de malfeitores e sanguessugas dos recursos da nação. Ficam as palavras para o arquivo (esperando que não seja para o arquivo morto).
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«O Presidente da República chamou ontem a atenção para a necessidade de "dignificar a função pública" e ter em conta o seu "património de serviço, profissionalismo e dedicação" no momento de "exigir sacrifícios" aos funcionários do Estado.
"Devemos preocupar-nos sempre em dignificar a função pública, não confundindo a necessidade de sacrifícios com a facilidade que consiste em apontar o dedo a um determinado grupo de cidadãos", disse Jorge Sampaio. Em sua opinião, no momento em que se procedem a "reformas indispensáveis" - "incluindo a mudança de alguns regimes da função pública" - é necessário acautelar que essas alterações se façam "com os funcionários públicos", para "terem sucesso".
"Sem o espírito devotado do conjunto dos funcionários públicos seria, por certo, impossível que o Estado pudesse cumprir as suas obrigações. Quando se fala em sacrifícios a exigir aos funcionários importa não esquecer esse património de serviço, de profissionalismo e de dedicação", acrescentou Sampaio».

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