terça-feira, setembro 06, 2005

Prova científica

.
Os magistrados e funcionários, em regra, trabalham muito mais que oito horas por dia.
Além do serviço prestado durante a hora de expediente dos Tribunais, era regra os julgamentos prolongarem-se durante a hora de almoço, até horas da madrugada, assim como ficarem nos gabinetes ou em casa, durante a noite, fins de semana, feriados e férias, sempre a trabalhar para uma causa pública, cujo sacrifício pessoal agora não lhes é reconhecido pelo poder político e por alguma sociedade mal esclarecida.
Pois bem, surge finalmente um estudo científico da Escola Médica da Universidade de Massachusetts e do Instituto de Ciências da Saúde Ambiental dos EUA, que conclui que quem trabalha mais de oito horas têm 61 por cento de probabilidades de sofrer de problemas de saúde relacionados com essa sobrecarga horária. Depois de analisar as respostas de 10.793 cidadãos sobre as suas condições de trabalho entre 1987 e 2000, o estudo concluiu que um horário de trabalho de 12 horas está associado a um aumento de 37 por cento no risco de acidentes e de danos para a saúde do trabalhador, enquanto um horário superior a 60 horas semanais representa um risco acrescido de 23 por cento.
Se outra razão não houvesse (mas há), esta é suficiente para cessar com a escravatura judicial.

Sem comentários: