Uma das juízes que integra o Colectivo que procede ao julgamento do "processo Casa Pia", de 35 anos, está grávida de quase quatro meses. Dará à luz em meados do próximo ano - e, nessa altura, a juíza do "Processo Casa Pia" terá direito aos quatro ou cinco meses da licença de maternidade.
Para que não se perca a prova que se produziu na sala de audiências e para que o julgamento não tenha de voltar à estaca zero, a juíza tem que juntar-se aos outros dois magistrados do colectivo para pelo menos, fazerem uma sessão por mês, enquanto durar a licença de maternidade.
Uma maneira de contornar a lei que também não permite que um juiz seja substituido a meio de um julgamento. Um princípio que em casos extremos, pode arrasar um julgamento.
De qualquer forma, o julgamento, que já dura há quase dois anos e tem ainda para ouvir mais de 700 testemunhas, está agora ainda mais longe do fim.
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2 comentários:
É, demora-se de mais com o julgamento...O CSM deveria informar quantos julgamentos estão com JUIZES afectos, porque ao que se sabe a coisa é de uma vez por semana...o que fazem os senhores juízes no resto do tempo ? Num julgamento, n vale perguntar tudo, ou deixar o julgamento nas mãos dos causídicos perguntadores, assim dá isto...Mas o Colectivo até nem se preocupa...
Se não formulo juízos sobre pessoas, conformo-me com os factos.
Será que o arrastamento da audiência não irá provávelmente conduzir à prescrição?
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