Por Dr. Luís Ganhão, Advogado
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Devo confessar que desconfio das grandes reformas, quando não se é capaz de começar pelas mais pequenas, muitas delas, não raro, inerentes à nossa própria vontade, que não dum qualquer governante.
Assim, sugeriria algumas pequeninas, como as seguintes:
- O acusador MP passasse a estar, em julgamento, ao mesmo nível do Advogado defensor, que não ao lado do Juiz num plano superior;
Não se pretende a Justiça equidistante e acima das partes? Afinal, o «Poder de Julgar», pertence, em exclusivo, aos Juízes ou é partilhado com o MP?
Lá diziam os Romanos: «À mulher de César não basta sê-lo, tem, também, de parecê-lo»!
Depois, o MP, há-de ver reconhecida a sua grandeza, não pelo lugar ocupado no «palanque», mas pela qualidade do seu trabalho.
- Que os Juízes tivessem sempre presente que servem, fazendo Justiça, o Povo e que não são «pequenos reis» desse mesmo Povo.
- Que os Advogados, também eles, olhassem sempre para os respectivos clientes como um Ser que, fragilizado, deles precisa (até numa empresa há homens e mulheres por detrás dela) e não como uma «mercadoria», susceptível de muito ou pouco render!
- Juízes, MP e Advogados na assunção dos respectivos papéis e respeitando-se, mutuamente, no papel desempenhado por cada um.
- Que se ponha de lado o estafado «álibi» de que «meia dúzia de arvores não farão a floresta», pois que mesmo uma pequenina mosca pode manchar um belo quadro.
Estou certo que estas pequeninas reformas, se não resolvessem todos os problemas da Justiça, muito contribuiriam, quer para o seu engrandecimento, quer para facilitar as maiores.
E se digo facilitariam as maiores, é porque – impressão deste modesto escriba - muitos dos actores que as vemos discutindo, deixam-nos na dúvida se estão, verdadeiramente, empenhados nelas ou, apenas, não passarão de «pavões», apenas, a «mostrar cauda», vá se lá saber com que desígnios, tantas vezes, estranhos à Justiça!
Ou estarei equivocado?
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Devo confessar que desconfio das grandes reformas, quando não se é capaz de começar pelas mais pequenas, muitas delas, não raro, inerentes à nossa própria vontade, que não dum qualquer governante.
Assim, sugeriria algumas pequeninas, como as seguintes:
- O acusador MP passasse a estar, em julgamento, ao mesmo nível do Advogado defensor, que não ao lado do Juiz num plano superior;
Não se pretende a Justiça equidistante e acima das partes? Afinal, o «Poder de Julgar», pertence, em exclusivo, aos Juízes ou é partilhado com o MP?
Lá diziam os Romanos: «À mulher de César não basta sê-lo, tem, também, de parecê-lo»!
Depois, o MP, há-de ver reconhecida a sua grandeza, não pelo lugar ocupado no «palanque», mas pela qualidade do seu trabalho.
- Que os Juízes tivessem sempre presente que servem, fazendo Justiça, o Povo e que não são «pequenos reis» desse mesmo Povo.
- Que os Advogados, também eles, olhassem sempre para os respectivos clientes como um Ser que, fragilizado, deles precisa (até numa empresa há homens e mulheres por detrás dela) e não como uma «mercadoria», susceptível de muito ou pouco render!
- Juízes, MP e Advogados na assunção dos respectivos papéis e respeitando-se, mutuamente, no papel desempenhado por cada um.
- Que se ponha de lado o estafado «álibi» de que «meia dúzia de arvores não farão a floresta», pois que mesmo uma pequenina mosca pode manchar um belo quadro.
Estou certo que estas pequeninas reformas, se não resolvessem todos os problemas da Justiça, muito contribuiriam, quer para o seu engrandecimento, quer para facilitar as maiores.
E se digo facilitariam as maiores, é porque – impressão deste modesto escriba - muitos dos actores que as vemos discutindo, deixam-nos na dúvida se estão, verdadeiramente, empenhados nelas ou, apenas, não passarão de «pavões», apenas, a «mostrar cauda», vá se lá saber com que desígnios, tantas vezes, estranhos à Justiça!
Ou estarei equivocado?
2 comentários:
Estará evidentemente equívocado...
Já agora, porque não colocar também a mulher da limpeza do Tribunal ao mesmo nível dos Advogados, MP's e Juízes?
Afinal, não representa ela também partes num processo social...?
Quando se é pago para um pleito, é-se pagp para defender um cliente, a posição de um cliente...não se é pago para reunir provas, segundo o princípio da legalidade, muito menos para Julgar!
Há que não ser hipócrita, abem da Justiça!
Nem a proposta, nem a resposta, ambas com um cheiro a ambiguidades.
Decerto que a proposta merecia melhor resposta, e a resposta é de quem se sentiu incomodado, pois é !, falai do mal e ele aparece, é que o acusador ou acusadores no n/principado português, precisaria de mais qualidade e técnica, pois quando é para não acusar o que o faz a todo o tempo, é rápido e célere mesmo que não seja a opinião apreciada. Valha-nos ao menos a existência dos Srs. Juizes.
Quanto ao palanque, acho que sim, o nivel não deve ser de teatro, mas sim de uma sala de julgamentos, só em teatro é que as coisas são inclinadas, portanto uns ficam mais altos, para verem melhor, e ouvirem ..., talvez melhor quando lhes apetece. De música estamos todos fartos, precisamos é de obras, sejam qual o sitio que se colocam. Mas ao mesmo nivel, acho eu !
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