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Com a devida consideração, reproduzimos - agradecendo a referência - o post inserido no Blog «Grande Loja do Queijo Limiano» (link) sobre ... blogs de juízes.
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Com a devida consideração, reproduzimos - agradecendo a referência - o post inserido no Blog «Grande Loja do Queijo Limiano» (link) sobre ... blogs de juízes.
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«Talvez fosse previsível- ou talvez não. A razão, mesmo clara, nem sempre evidencia a necessidade de movimento. Há quem se acomode e não se incomode com as afrontas e a demagogia que atingem classes profissionais inteiras.
Num universo restrito de cerca de milhar e meio de juízes e outros tantos magistrados do MP, a esmagadora maioria continuaria abúlica nas reacções que se imporiam caso fossem malfeitores de rua ou salteadores de caminho, a limpar-lhes a bolsa e a pontapear-lhes a honra profissional.
Mesmo assim, num panorama de comodismo geral, há uns bravos , uns poucos , quase todos juízes que não se deixam ficar no remanso da indiferença e no refúgio do cinismo.
Os blogs de juízes, até há poucos meses, eram raríssimos e reduzidos a questões jurídicas à volta de acórdãos e entranhados em questiúnculas de leis.
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Hoje, quem quiser conhecer e apreciar os verdadeiros problemas da justiça, não deve ligar a papagaios ou gralhas, encomendados ao governo e postados como nonós.
Deve, antes, ler os blogs de juízes!
Neste universo virtual, podemos percorrer vários sítios, cingidos a uma visão do interior dos problemas e de resistência à ignomínia rompante de um ministério e de uma filosofia de governo que entende a magistratura e os tribunais como um reino de privilegiados e mandriões e assim o proclama em discursos de tomada de posse de um governo constitucional.
Mesmo agora, num programa de televisão, passa o discurso geral, entre os economistas presentes, da crise das finanças públicas e da responsabilidade e inevitabilidade do Estado em impor restrições a certas classes de funcionários públicos e outros aparentados. Toda a gente concorda em que as medidas restritivas e de sacrifício de direitos adquiridos se impõe, agora como necessárias.
Aparece um antigo ministro, Silva Lopes a aplaudir estas medidas e a assumir publicamente a responsabilidade por medidas semelhantes em meados da década de oitenta. O dito economista é um dos gurus deste governo e percebe-se mal que defenda agora, passados anos e anos de políticas económicas que acompanhou e influenciou, medidas para resolver problemas que inevitavelmente contribuiu para criar.
Torna-se extraordinário ouvir estas pessoas que falam como se as políticas económicas que nos conduziram a este beco, fossem da responsabilidade de outros que não eles mesmos! Estes indivíduos vêm agora denunciar os privilegiados da função pública, como se as regalias antes concedidas o fossem por outros que não eles mesmos! Como se eles fossem meros professores de cátedras de economia, humildemente dedicados ao ensino e nada tivessem a ver com as políticas económicas seguidas pelos governos ao longo destes anos, de que aliás fizeram parte integrante e dirigiram as políticas económicas que agora denunciam.
Estes economistas esquecidos, só lembram agora que os direitos adquiridos só o são até serem cortados. Mas esquecem de cortar os direitos nos seus feudos. A banca, por exemplo, é um dos paradeiros estimados destes espécimens. E por isso, quando se fala em aumentar o IRC, por exemplo, aí cai a Trindade! Aí, já os direitos não apenas se tornam adquiridos, como são factores de aumento do PIB!
Enfim, esta desfaçatez cínica, precisa de correcção.
E nada melhor do que a canção dos Devo para lhes responder: whip it! Chicote virtual e em modo de argumento, para cima deles!
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Aqui ficam os blogs que contam, no universo dos juízes e magistrados que deixaram de ter medo de escrever em público sobre os problemas que os afectam:
O blog Verbo Jurídico
O blog O Meu Monte
O blog Excêntrico
O blog Idealista
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Outros blogs se dedicam a causas jurídicas, para-jurídicas e extra-jurídicas. Poderíamos citar o Cum grano salis; o Incursões; o Mar Inquieto; O primeiro moicano; o Ad Causa; o Lex Legum; O patologia Social; o Iustitia e outros que podem facilmente referenciar-se através dos citados.
Porém, os acima apontados merecem o destaque pelo facto de serem animados por juizes que assumem essa função profissional sem complexos, ao escreverem fora das suas funções jurisdicionais.
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Parabéns.
Pela coragem, principalmente e pela disponibilidade em mostrarem uma realidade desconhecida dos tribunais, das leis, das instituições que passam despercebidas à comunidade e que originam os equívocos a que se assiste hoje em dia».
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