POR DR. CUSTÓDIO MONTES, Juiz Conselheiro do STJ
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O bloguista Vital Moreira insinua que o Conselheiro Noronha Nascimento faz “troca de papéis” por o seu manifesto eleitoral estar recheado de reivindicações de natureza económico-profissionais, perguntando se ele não se terá esquecido que desta vez não é candidato a presidente do sindicato dos juízes.
Só um espírito obtuso, prenhe de ódio aos juízes, como deu mostras em passado recente, pode concluir que o manifesto eleitoral de Noronha Nascimento está recheado de reivindicações de natureza económico-profissionais.
De facto, nele vem expresso um programa todo virado para a dignificação do Supremo Tribunal de Justiça que, como é sabido e diz a lei, é o nosso mais alto Tribunal.
Dizer que o manifesto está recheado de reivindicações de natureza económico-profissionais, fazendo tábua rasa da sua essência, é a prova da doentia perseguição que o conhecido bloguista faz aos juízes.
Por outro lado, defender o Estatuto dos juízes conselheiros, seus pares, é uma das tarefas que expressamente lhe está cometida, designadamente, na sua vertente de Presidente do Conselho Superior da Magistratura, em cuja competência cabe “emitir parecer sobre diplomas legais relativos …ao Estatuto dos Magistrados Judiciais”.
E também cabe na sua competência pugnar pela “eficiência e aperfeiçoamento das instituições judiciárias”, defendendo um Estatuto condigno para si e para os seus pares.
Cabe-lhe, designadamente, velar pela dignidade das condições de trabalho, de uma Assessoria condigna e efectiva como acontece noutros tribunais (Tribunal Constitucional – TC – e Supremo Tribunal Administrativo - STA).
Não acha o Sr. bloguista que, nessa e noutras vertentes, está o STJ subalternizado em relação àqueles tribunais?
Das boas condições de trabalho no TC tem pleno conhecimento porque, segundo consultas aturadas, verificámos que foi lá juiz.
As do STJ não as conhece.
Contudo, abre-se-lhe agora uma porta com o pacto para a justiça do bloco central, podendo candidatar-se a ele como jurista de mérito e, se for admitido, como certamente será, verá que as condições em que lá se trabalha não têm comparação com as daqueles outros tribunais.
Mas, se amanhã se candidatar como jurista de mérito, informe-se, antes, porque pode ter uma surpresa com o trabalho escravo a que lá são sujeitos os juízes conselheiros; se o não fizer, de certeza que se arrependerá ou, então, virará mais sindicalista que o ora candidato a Presidente.
Só um espírito obtuso, prenhe de ódio aos juízes, como deu mostras em passado recente, pode concluir que o manifesto eleitoral de Noronha Nascimento está recheado de reivindicações de natureza económico-profissionais.
De facto, nele vem expresso um programa todo virado para a dignificação do Supremo Tribunal de Justiça que, como é sabido e diz a lei, é o nosso mais alto Tribunal.
Dizer que o manifesto está recheado de reivindicações de natureza económico-profissionais, fazendo tábua rasa da sua essência, é a prova da doentia perseguição que o conhecido bloguista faz aos juízes.
Por outro lado, defender o Estatuto dos juízes conselheiros, seus pares, é uma das tarefas que expressamente lhe está cometida, designadamente, na sua vertente de Presidente do Conselho Superior da Magistratura, em cuja competência cabe “emitir parecer sobre diplomas legais relativos …ao Estatuto dos Magistrados Judiciais”.
E também cabe na sua competência pugnar pela “eficiência e aperfeiçoamento das instituições judiciárias”, defendendo um Estatuto condigno para si e para os seus pares.
Cabe-lhe, designadamente, velar pela dignidade das condições de trabalho, de uma Assessoria condigna e efectiva como acontece noutros tribunais (Tribunal Constitucional – TC – e Supremo Tribunal Administrativo - STA).
Não acha o Sr. bloguista que, nessa e noutras vertentes, está o STJ subalternizado em relação àqueles tribunais?
Das boas condições de trabalho no TC tem pleno conhecimento porque, segundo consultas aturadas, verificámos que foi lá juiz.
As do STJ não as conhece.
Contudo, abre-se-lhe agora uma porta com o pacto para a justiça do bloco central, podendo candidatar-se a ele como jurista de mérito e, se for admitido, como certamente será, verá que as condições em que lá se trabalha não têm comparação com as daqueles outros tribunais.
Mas, se amanhã se candidatar como jurista de mérito, informe-se, antes, porque pode ter uma surpresa com o trabalho escravo a que lá são sujeitos os juízes conselheiros; se o não fizer, de certeza que se arrependerá ou, então, virará mais sindicalista que o ora candidato a Presidente.
Custódio Montes
3 comentários:
Com a devida vénia e que me desculpe o excêntrico, faço minhas estas palavras:
http://ex-centrico.blogspot.com/2006/09/chihuahua.html
Troca de papéis e troca de camisas, olha quem fala!
Veja-se a este respeito a opinião/plágio do jornaleiro Fernando Madrinha no Expresso, que mais parece o Donale sentado no colo do ventríloquo Vital Moreira... Os métodos utilizados por este governo são abjectos.
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